sexta-feira, 29 de outubro de 2010

25/10/10

É como um pacto, um segredo, cada toque, cada beijo, cada olhar... Um código só nosso... Que se quebrou! Intrusos invadem meu mundo... Sim, é meu, porque esse mundo não é seu, o mundo em que vivíamos era nosso, não o pegue somente para você, levando consigo nossas peculiaridades, porque elas também são minhas... Enquanto o ser humano racionaliza tudo e partilha bens materiais igualmente, quem partilhará o sentimento, que não pode ser tirado só de uma das partes e simplesmente dado a terceiros? Onde fica todo amor que lhe dei, toda confiança que lhe depositei, cada alegria que lhe proporcionei?
Havia um lugar que não era físico, um lugar surreal que me foi tirado, algo muito mais concreto que promessa foi quebrado, algo muito mais denso, muito mais real...
Ah, o amor... Que nessas horas parece algo que se dá e se tira, inconsequentemente e sem permissão! O amor sem todo aquele significado que tinha para nós, gestos que o representam sendo distribuídos a esmo e a qualquer pessoa, como se não houvesse uma história por trás de tudo isso! Seria somente imaginário o elo que o amor constrói?
Haveria que me substituir um dia, mas não tão rapidamente, não tão fervorosamente, não tão completamente... Afinal, o que eu esperava?

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