Minhas mãos suam, minhas pernas tremem, minha pressão está alta e os pensamentos a mil. Não, infelizmente isso não é paixão, isso é estresse. Quem nunca passou por uma situação estressante chega a se apavorar com tais sintomas, porém, o nervosismo só piora ainda mais o quadro. Novamente vem um médico e me diz que a solução está num comprimido. Engulo minha raiva junto com ele, e durmo.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
14/08/10 (2)

Quando te olhei, já sabia que te queria. Se me querias também, não importava, pois meu sentimento de querer bem, por si só, já me deixava feliz. O fato de poder estar perto, e olhar-te nos olhos, para mim já bastava. Quando me tocas, é involuntário: Minha respiração pára, e meu coração acelera. Talvez não percebas, ou até ache estranho, ou talvez sinta o mesmo. Talvez até estejas pensando em mim enquanto escrevo este texto. Quem saberá? Oras, eu não preciso saber. Apenas sentir.
14/08/10
Eu posso dizer que concordo com isso, porque certamente em algum momento da vida todos já caímos nessa armadilha. Mas isso não é ruim. É conveniente, como ela diz. É conveniente sonhar com alguém diferente, alguém que só existe em nossos sonhos, e nos faz sentir melhor. Você não quer aquela pessoa de verdade, você quer a pessoa que você projetou que ela seria. Porém, se continuar imerso nessa ilusão, alimentará expectativas que não são reais, e que, aliás, na maioria das vezes, estão muito distantes da realidade.
Sonhe, se quiser, mas conscientize-se do que é sonho e do que é real. Ame, se quiser, mas ame a pessoa pelo que ela é, e não espere nada em troca, se não quiser se desiludir, e não faça desse amor a razão de sua vida. Quando nada der certo e todos forem embora, só restará você, então faça as pazes consigo mesmo e se aceite como você é. A sua felicidade não depende de ninguém mais, a não ser de você mesmo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
12/08/10
Quanto vale a palavra “desculpa”? É importante reconhecer quando se está errado e pedir perdão, mas também é importante saber que um pedido de desculpa não cura as feridas que ficaram. Deus, até quando se deve perdoar? Cada perdão é como um curativo que só esconde a parte machucada, porém ela continua lá. E quando curativo nenhum consegue mais cicatrizar um coração, de tão machucado que já está, fará ainda alguma diferença pedir perdão? domingo, 8 de agosto de 2010
05/08/10
Fiquei algum tempo sem escrever porque reiniciaram as aulas da faculdade. Também nos últimos dias estive me recuperando de uma cirurgia para remoção de sisos, os últimos dois que eu ainda tinha. Portanto, agora fiquei sem nenhum juízo (deu pra entendeu o trocadilho? Não? Ah, deixa assim então!). Aliás, na cadeira de Edição e pós-produção de vídeo, o professor pediu para escrevermos uma crônica intitulada “Como almocei ontem”. Achei meu texto interessante, e resolvi postar aqui:Era uma manhã gelada de agosto, ao meu lado o fogão a lenha crepitava, enquanto o rádio noticiava a neve que estava por vir à tarde. Em meu prato, dois ovos delicadamente fritos por minha mãe, os quais cobri com purê de batatas, minuciosamente compondo minha refeição preferida.
Os oito pontos em minha gengiva me lembravam de mastigar devagar, apesar da fome. Pela primeira vez, não estava nervosa com os pés infantis que me chutavam por baixo da mesa. Ela havia cuidado de mim, tendo sido uma ótima companhia na última semana, fazendo-me superar suas pequenas manias. Quando terminou de almoçar, gentilmente despejou suas sobras em meu prato, o que me deixou surpresa. “Mamãe precisa comer bastante, para sarar logo”, disse ela com um sorriso angelical.
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